As crianças não são bonecos telecomandados para podermos obrigá-las a fazer o que nós queremos, contudo, com a orientação certa podemos fazer com que estas mudem o seu comportamento.
Baseando-nos na opinião de Nuno Pinto Martins, educador de famílias com certificação internacional em disciplina positiva, fundador da Academia Educar pela Positiva e também coautor do site de parentalidade Chupetavip.pt, iremos ajudá-lo a agir perante situações comuns em que o seu filho poderá não ter o comportamento esperado/adequado.
Quando a criança não quer comer a sopa:
Aqui, a criança pode fazer birra, por não gostar dos alimentos, ou para procurar uma atenção excessiva por parte dos pais.
Deve então, testar vários alimentos até encontrar os que a criança mais gosta, obviamente, deve de ter o cuidado de fazer opções saudáveis e variadas.
Procure associar o momento de refeição a momentos felizes, por exemplo contando uma história, ou fazendo uma brincadeira.
Contudo se pretender saber mais, esta semana já foi publicado um artigo com mais informações acerca do assunto.
Quando a criança faz birra no supermercado:
O especialista, explica que a criança pode estar cansada, ou apenas querer chamar à atenção. Se a criança for pequena (até aos 3 anos), deve de a retirar do local e procurar distraí-la, de modo a mudar-lhe o foco para outra coisa.
Já a partir dos 3 anos, deve de falar com a criança e mostrar-lhe que compreende o seu sentimento, tentando resolver a situação em conjunto.
Deve procurar evitar gritar, ameaçar com castigos, bater ou prometer algo em troca de bom comportamento.
Quando a criança não aceita a derrota:
Por vezes as crianças não estão a altura dos desafios e a forma de demonstrarem essa frustração é portando-se mal, o que normalmente até acaba por ser um pedido de ajuda.
Caso isto aconteça, deve animá-la, mostrar que acredita nela e incentivá-la de que é capaz.
Evite mostrar pena, criticar ou desvalorizar a situação.
Quando a criança o insulta:
Pinto Martins, explica que, “uma criança que tenha este tipo de comportamento poderá achar que não é importante e, por essa razão, fere os outros, pois também ela se sente ferida e acha que não pode ser aceite ou amada. Converse com a criança sobre o que estão ambos a sentir e a pensar. Tente mostrar-lhe que reconhece que ela se sente magoada.”
Sendo assim, o especialista, indica que o mais importante é fomentar a confiança, mostrando carinho e compreensão.
Quando a criança mente:
Há crianças que mentem pontualmente, outras que mentem por medo de sofrer represálias ou vergonha, e há aquelas que o fazem já por sistema.
Para contraria esta situação, tente identificar a razão que está por trás deste comportamento, de forma a que depois possa atuar de forma positiva e efetiva.
Deve mostrar compreensão e ao mesmo tempo ser firme, para que a criança perceba que agiu de forma errada ao mentir.
O educador, avança que reprimir, censurar, castigar ou bater são práticas que poderão trazer consequências negativas a longo prazo.

