Como a paixão ativa o sistema de recompensa, algumas pessoas comparam o estágio inicial de se apaixonar como sendo semelhante à euforia produzida pela cocaína. Isso acontece porque a paixão é caracterizada por desejos intensos de ver ou falar com a pessoa por quem está apaixonado.
Quando estamos a desenvolver a paixão, acontecem mudanças nos químicos cerebrais, incluindo:
• Aumentos na dopamina, que nos motivam a buscar e manter um relacionamento com o parceiro romântico por quem nos apaixonamos;
• A norepinefrina também aumenta, o que resulta em emoções fortes, nervosismo, energia e motivação para perseguir o nosso parceiro romântico. Isso também produz sintomas físicos como batimento cardíaco acelerado, rubor e palmas das mãos suadas;
• A serotonina diminui, o que pode melhorar o humor. A serotonina é um importante neurotransmissor na regulação do humor, desejo sexual, apetite, sono, memória, comportamento social e aprendizagem.
Se a pessoa por quem está apaixonado a magoar, você pode ignorar ou relativizar o acontecimento. Pode idealizar o seu parceiro e simplesmente não ver as suas falhas ou traços negativos. Nesse sentido, é verdade o ditado que diz que “o amor é cego”. Apesar do estado prazeroso e agradável, a paixão é apenas temporária. O sentimento eufórico desaparece em alguns meses ou anos. Pelo que não é o que faz as pessoas depois ficarem juntas.
Depois da paixão, surge o amor, que é muito mais duradouro e estável. Sendo também um pouco mais fácil de controlar. Na paixão grande parte das ações são irracionais. No amor já é possível manter um certo grau de consciência e pensar antes de agir. Embora o amor seja também um conjunto de sentimentos — percebidos como uma única emoção — fortes e agradáveis.
[fbcomments]
