Saúde e Bem Estar

Nutrição psicológica e desenvolvimento emocional

Já parou para pensar qual é o papel dos alimentos na sua vida? E na sua personalidade?

Podemos pensar que a alimentação na nossa vida tem um papel eminentemente funcional, isto é, de nos regular com energia e nutrientes.
A omnipresença dos alimentos na nossa vida é tão natural e mecânica que quase nunca refletimos sobre essa questão, apenas ingerimos. Vamos agora parar um pouco e refletir em conjunto.

Emoções, nutrientes e cérebro

Onde se inicia o processo alimentar nas nossas vidas? Tem início quando estamos no útero materno, através da vivência emocional das nossas mães. De que maneira ocorre esta interação precoce emocional? Pelo meio de hormonas associadas a cada emoção, chegam até ao feto via placenta, os nutrientes necessários ao desenvolvimento do útero materno. Este processo alimentar precoce é o responsável pela nossa inclusão no mundo dos sabores e no mundo das emoções.

Através dos sabores contidos nos alimentos que as mães ingerem durante a gravidez, aprendemos a apreciar mais um sabor em detrimento de outro. Se a nossa mãe gosta de compensar a ansiedade, com chocolates, o nosso cérebro aprende a associar as emoções negativas com a ingestão de açúcar.

Alimentação e estilo de vida

Desde muito cedo, a nossa relação com a alimentação é afetada pelo poder das emoções. De uma maneira geral, a alimentação do bebé é acompanhada pelo contato físico e de palavras de ternura. O que fortalecerá a relação entre alimento e emoção.

À medida que crescemos, tomamos consciência que os alimentos também servem como forma de contato e de interação pessoal. Inconscientemente, assumimos a alimentação como parte das nossas relações interpessoais e de todos os momentos em que partilhamos experiências.

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