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Jazz ao Centro: Coimbra volta a pulsar ao ritmo do improviso

Coimbra prepara-se para mais uma celebração da liberdade criativa e da improvisação. Entre os dias 10 e 18 de Outubro, a cidade recebe a 23.ª edição do Festival Jazz ao Centro, um evento que há mais de duas décadas se afirma como um dos mais relevantes espaços de experimentação e criação jazzística em Portugal.

Ao longo de cinco dias, o festival trará à cidade 12 concertos, uma residência artística e diversas iniciativas de mediação, promovendo o encontro entre nomes consagrados e novas vozes do jazz contemporâneo. Mais do que um evento musical, o Jazz ao Centro é um espaço de pensamento e descoberta — uma plataforma que insiste em questionar fronteiras e em desafiar o que entendemos por “jazz”.

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Um programa que celebra a diversidade e a inovação

A edição deste ano abre no dia 10 de Outubro, com uma Matinée “Jazz ao Centro” na Casa das Artes Bissaya Barreto, entre as 18h00 e as 21h00. À noite, o Salão Brazil, epicentro histórico do festival, recebe o trio Sakina Abdou / Marta Warelis / Toma Gouband, num concerto que promete ser uma viagem por sonoridades livres e texturas improváveis.

No dia seguinte, 11 de Outubro, o jazz chega também aos mais pequenos com o Clube de Jazz para Miúdos, uma oficina musical conduzida por Maria Morbey e Zé Soares, no Atelier Semente. À tarde, a Estação Nova transforma-se em palco para o projeto Antero & Calhaz “Soundscape Jazz”, que explora a paisagem sonora urbana em diálogo com a improvisação.

A noite de sábado é dominada pela energia de Yakuza, um colectivo conhecido pela fusão entre o experimentalismo e a pulsação rítmica do jazz moderno, novamente no Salão Brazil.

Encontros improváveis e nomes consagrados

O festival regressa a 16 de Outubro com uma das noites mais aguardadas. O quarteto Vicente / Dikeman / Edwards / Drake abre o programa, num concerto ainda com local a anunciar, seguido de uma das grandes estrelas internacionais desta edição: a trompetista Yazz Ahmed, que se apresenta com o seu Quartet no Convento São Francisco, às 21h30.

Ahmed, reconhecida pela forma como funde jazz contemporâneo com sonoridades árabes, é hoje uma das figuras mais inovadoras do panorama europeu. Mais tarde, pelas 23h00, o Salão Brazil recebe o encontro entre o trio Rafani, Sadigh, Shahmirzadi (“Rondo Trio”) e o percussionista Vasco Trilla, num diálogo que promete atravessar culturas e estilos.

O jazz português em destaque

No dia 17 de Outubro, o Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) acolhe a Estela Alexandre Orquestra, um dos nomes em ascensão do jazz nacional. A noite prolonga-se novamente no Salão Brazil, com o Tjin Wybenga Brainteaser PT Ensemble, uma formação que cruza músicos portugueses e internacionais num exercício de pura improvisação colectiva.

Já no último dia, 18 de Outubro, a programação começa cedo, às 16h30, com o Combo CPJazz, no Atelier Semente — uma mostra do trabalho desenvolvido por jovens músicos em formação. Segue-se, às 18h00, no Seminário Maior, o projeto “Travelling Light” de Rafael Toral, conhecido pela sua abordagem singular à eletrónica e à experimentação sonora. O encerramento acontece às 22h00, no Salão Brazil, com Marcelo dos Reis & Vasco Trilla, dois nomes incontornáveis da improvisação livre europeia.

Mais do que um festival, uma comunidade

Coorganizado pelo Jazz ao Centro Clube e pela Câmara Municipal de Coimbra, o festival conta com a parceria de instituições como a Casa das Artes Bissaya Barreto, o Convento São Francisco, o TAGV, a Freguesia da Cidade de Coimbra e o Atelier Semente. O evento tem ainda o apoio do Conservatório de Música de Coimbra, da Faina Drumse da Blue House, com Antena 2 e jazz.pt como parceiros de comunicação.

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Com 23 edições, o Jazz ao Centro tornou-se mais do que uma celebração musical: é um ponto de encontro entre artistas, públicos e ideias, onde a cidade de Coimbra se reinventa a cada nota improvisada. Um festival que continua a provar que o jazz, quando vivido em comunidade, é sempre uma experiência de descoberta.

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