Saúde e Bem Estar

Saiba quais são as causas do aborto espontâneo

Pensa-se por vezes que o aborto espontâneo é a forma de a Natureza corrigir os defeitos da reprodução. Em talvez dois terços dos abortos espontâneos, o feto é nitidamente anormal.

São imensas as causas possíveis desta anormalidade. Os óvulos têm a idade da mulher, pelo que nem todos se encontram em perfeitas condições durante a ovulação. Por outro lado, um óvulo normal pode ser fecundado por um espermatozóide com qualquer anomalia. Um embrião normal pode ser prejudicado pela falta de saúde ou mal-nutrição da mãe, pela sua exposição a medicamentos ou produtos tóxicos no seu ambiente natural ou profissional. Certas doenças, como a rubéola e a toxoplasmose (infeção propagada pelas fezes dos gatos), podem igualmente afetar o embrião.

O aborto espontâneo pode ainda dar-se mesmo que nada haja de anormal no feto. Nestes casos, que habitualmente se verificam no 2º ou 3º trimestre da gravidez, o problema quase sempre reside numa anomalia do útero. Muitos psiquiatras pensam que razões psicológicas — talvez o receio inconsciente da gravidez ou da maternidade — podem igualmente estar na origem de alguns abortos espontâneos.

Um ponto a reter: contrariamente às ideias que possamos ter apreendido em livros ou filmes, o aborto espontâneo raramente resulta de uma queda, de um acidente de viação ou de um choque emocional.

É impossível saber exatamente qual a frequência dos abortos espontâneos; muitas “menstruações atrasadas” são, na verdade, abortos que ocorrem tão cedo que a mulher nem chegou a saber que estava grávida. Segundo uma estimativa recente, quase uma em cinco gravidezes (isto é, 20%) termina em aborto espontâneo.

Grandes hemorragias que se prolongam por mais de uma semana assinalam o início de um aborto espontâneo. Na altura em que aparecem estes sinais, é provável que o feto já esteja morto há algumas semanas; o útero começa assim a largar o seu revestimento exatamente como aconteceria na menstruação.

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