As pessoas otimistas possuem, normalmente, duas características base que qualquer outra pessoa pode desenvolver conscientemente.
Elas acreditam que as coisas más são temporárias. Tornam específicas as coisas más, ou seja, circunscrevem-nas às áreas de vida em que ocorreram, não permitindo que contagiem negativamente as restantes áreas de vida.
Por exemplo, se uma pessoa otimista perder o seu emprego vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para continuar a ter uma vida familiar, social e física saudável e equilibrada.
Como desenvolver, então, estas características?
Comece por observar os seus pensamentos. Os pensamentos geram sentimentos e os sentimentos podem levar à ação ou à paralisação. Sempre que surja um pensamento ou crença pessimista, debata-o consigo próprio. Procure as provas, alternativas, implicações e utilidade do pensamento negativo.
Por exemplo, se tiver uma má crítica no trabalho e pensar, «Eu sou mau profissional», procure provas factuais daquilo que produziu. Relembre-se do serviço positivo que prestou e prove a si próprio até que ponto é infundada a sua crença. Se ainda assim não ficar convencido, continue a procurar causas alternativas para o que aconteceu. Pois o que acontece nunca tem apenas uma causa. Será que o que contribuiu para a sua avaliação de desempenho não foi um conjunto de critérios? Já para não falar na subjetividade de quem o avalia?
A ideia é de que seja capaz de gerar crenças alternativas. Se ainda assim for difícil, continue o debate interno e veja quais são as implicações práticas de uma avaliação de desempenho menos favorável.
Por último, pense na utilidade de acreditar que é um péssimo trabalhador, para que é que isso lhe serve? Vai trazer-lhe vantagens? E se escolher uma nova crença otimista?
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