
Comer transtornado é uma condição aceita pela sociedade, mas que pode se transformar em um distúrbio alimentar.
É muito comum ouvir pessoas dizendo que cortaram os carboidratos da dieta, pularam o almoço para compensar a pizza da noite passada ou as pessoas se sentem culpadas por terem comido muitos brigadeiros em uma festa. Esses são apenas alguns exemplos do comer transtornado.
O comer transtornado descreve vários comportamentos alimentares inadequados e não saudáveis que podem estar ou não associados a um transtorno alimentar.
Sintomas do comer transtornado
Presença de comportamentos compensatórios inadequados como jejum e prática de exercícios físicos exagerados;
Sensação de perda de controle em relação à comida;
Preocupações com peso e imagem corporal que atrapalham a qualidade de vida;
Sentimento de vergonha e culpa associados ao ato de comer;
Rotinas rígidas em relação aos exercícios e refeições;
Mudanças crônicas de peso;
Sentimentos de angústia e ansiedade associados a alimentos específicos ou à ausência da oportunidade de fazer uma dieta planejada;
Dietas frequentes sem orientação adequada.
Fatores de risco
Entre os fatores de risco do comer transtornado estão: ser criança, adolescente, mulher, pertencer a grupos de minorias de gênero e raciais e ter um transtorno mental.
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Ser vegano não é considerado um fator de risco para esse problema, isso foi o que demonstrou um estudo feito por uma universidade brasileira. Na pesquisa, a ocorrência do comer transtornado foi dez vezes menor entre os veganos em comparação com os seguidores de outros tipos de dietas.
De acordo com especialistas, o grande problema do tratamento do comer transtornado é que as pessoas minimizam ou não reconhecem completamente o impacto do comportamento sobre a saúde física e mental.
As consequências da falta de tratamento incluem um risco maior de evolução para um transtorno alimentar completo, aumento da ansiedade e da depressão, isolamento social, problemas na função cardíaca, distúrbios gastrointestinais, perda óssea e obesidade.
Mesmo não sendo considerado um distúrbio alimentar, o comer transtornado deve ser tratado com uma terapia nutricional e psicoterapia comportamental-cognitivo especializada, remédios e terapia familiar no caso das pessoas mais jovens.
Portanto, cuide da sua saúde e se tiver algum desses sintomas, procure um médico e comece o tratamento.
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