Saúde e Bem Estar

Em busca do sentido e do propósito da nossa vida

Somos criaturas biológicas e sociais cuja coerência exige a busca do sentido e do propósito da nossa vida. Sem uma ligação espiritual ou uma ideia de missão, sentimo-nos seres incompletos, perdidos nos acidentes da mente.

As pessoas precisam fundamentalmente de preencher 6 necessidades, além da sobrevivência. São elas:

– Estabilidade/segurança;

– Variedade;

– Conexão ou amor;

– Crescimento;

– Significado;

– Contribuição.

A conexão, o significado, a contribuição e o crescimento são alicerces da identidade e da missão, enquanto estabilidade e variedade são dois pólos entre os quais se estabelece o circuito energético que move a nossa vida.

Na PNL (programação neurolinguística), há um modelo que nos pode ajudar a compreender melhor ainda a importância da missão. Neste modelo, definem-se 6 níveis de referência para o nosso “eu”. A cada nível, associamos uma pergunta:

1. Onde? O mundo exterior? O ambiente onde vivemos, o contexto de paisagem, coisas e pessoas onde se desenvolve a nossa vida.

2. O quê? Comportamento. É o nível da ação, do que fazemos e dizemos. Quem nos conhece superficialmente, não sabe de nós mais do que este nível mostra.

3. Como? Com que competências e habilidades fazemos o que fazemos? Quais as nossas qualidades inatas e quais as aprendidas?

4. Porquê? Porque fazemos o que fazemos? Quais as crenças e valores que enformam a nossa personalidade e motivam a nossa vida? Em que é que acredito, que me faz levantar de manhã e me dá força para lutar contra adversidades ou me acompanha na fruição do prazer?

5. Quem sou? Onde existe, como sinto essa “entidade” a que chamo o meu nome? É um conceito abstrato pela dificuldade em o definir e preencher e, ao mesmo tempo, o mais concreto que cada uma pessoa pode sentir. A si mesmo! Neste nível, mais do que uma narrativa dos momentos da minha vida que são corpo ao “eu”, aquilo que existe é uma formação energética que só se exprime completamente através do último nível:

6. Missão/espiritualidade. A grande pergunta é: Para quê (ou para quem) eu sou um indivíduo diferente dos outros, autónomo mas dependente, livre e em rede com a liberdade dos outros e com o poder ilimitado da Natureza?

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