Há uma frase humorística que define a velhice como o período da vida em que o homem namorisca, mas já se esqueceu porquê. Conforme os pontos de vista, a frase pode ser cruel ou divertida.
A crença de que, na velhice, o sexo é impossível ou despropositado — pode constituir uma profecia. Sem conscientemente o pretenderem, as pessoas que assim pensam podem torná-la realidade em relação a si próprias à medida que chegam à meia-idade ou a ultrapassam.
É certo que a idade acarreta alterações físicas que podem modificar as experiências sexuais. A maioria das mulheres verifica que, com a idade, a lubrificação vaginal diminui. No entanto, aprende que pode substituí-la por lubrificantes artificiais. Os homens precisam de mais tempo para conseguir a ereção, mas descobrem que a podem manter por mais tempo.
É indiscutivelmente verdadeiro que a frequência das relações diminui com a idade. Os estudos do sexologista Alfred Kinsey referem uma frequência média semanal de 1,8 em casais com a idade de 50 anos e de 0,7 aos 70 anos. Os homens idosos são em geral sexualmente mais ativos do que as mulheres da mesma idade. Num estudo efetuado, verificou-se que 70% dos homens continuavam ativos aos 70 anos e 50% aos 75; outro refere 70% das mulheres ativas aos 60 anos e 50% aos 65. Para quem o sexo continua a ser importante são aqueles que tiveram uma vida sexual mais ativa enquanto jovens.
Segundo Masters e Johnson, tanto o homem como a mulher podem ser sexualmente ativos até depois dos 80 anos. Dizem estes investigadores que os requisitos para tal são uma atividade sexual regular, boa saúde física, uma atitude emocionalmente sã em relação ao envelhecimento e um companheiro ou companheira interessante e interessado. Se estes requisitos forem preenchidos, é possível esperar uma vida sexual agradável durante toda a vida.
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